domingo, 30 de setembro de 2012

30-09-12


Enquanto o silencio se torna coragem... Milhares de casulos em minha mente.
Para alguns um tolo pareço, de outra forma não seria... O medo colide com amor em poucos segundos.

O tempo ruge, trémula e desperta a criança morre. As estrelas brilham em minha alma...

Aqui e agora sinto algo estremecer, milhares de casulos a se romper... As borboletas, incontáveis asas, fragmentos do passado vivem neste momento, morrem minutos após... Estar em um ponto onde não existe retorno, um caminhante que olha para traz mas não se recorda de onde veio, não se recorda para onde vai... A eternidade de um momento presente, encontrou a chave, invadiu os céus, tomou para si as estrelas e despencou... A dor, o alivio, o sorriso mascarado; o feto que foi abortado, aberto, todas cores, todos os sons, em si mesmo o vácuo...

Os universos como pequenas esferas a girarem em torno de si, no vazio obstruído, infinitas almas transmigram em suas evoluções... O caos e o cosmos sentados em seus balanços, vendo, contemplando a arvore florescer enquanto morre... O vórtice de energia que se eleva é o mesmo que esta em queda... E em si tudo é ilusão a não ser o silencio...
Isto é em si um sonho ou realidade? Ele pergunta a si mesmo e após um compasso, um dia para o seu deus que é em si todos os deuses, há si mesmo ele responde: Enquanto o 'eu' morre, sinto, danço, aqui e a agora!

Olhando as nuvens que se movem, ele sente dentro de si o calor do sol, a canção dos planetas lhe sussurra aos ouvidos, conectado? Não, tudo e ele são uma coisa só e no entanto não são...
Um fagulha consciente, desperta em uma grande fogueira, se parece sozinha, entristecida, porem em seu silencio ela se regojiza, ela se move no intimo de toda a fogueira, vê pelos olhos que não são seus, o calor, a morte, a vida, a musica...

O que pode significar a vida para aquele que dorme?  
Rodrigo Taveira.

Um comentário:

Claudia Morett disse...

Tens muita sensibilidade Rodrigo

Momentos assim em que a mente se expande ouvindo o silencio que na realidade é nossa verdadeira voz,são mágicos e nescessário.
A vida,a morte,o sono,o despertar...Quando existimos realmente?